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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eiji Yoshikawa - Musashi


Eiji Yoshikawa - Musashi I (A Terra, A Água e O Fogo): 
Volume 1 – A Terra, A Água e O Fogo: volume que traz os três primeiros livros da saga, que narram a disputa com o clã dos Yoshiokas e o importante duelo de Ichijoji.
 Musashi, o grande romance épico japonês do século 20, com mais de 120 milhões de exemplares vendidos, conta a história de Miyamoto Musashi, na vida real o grande samurai do Japão da época dos xoguns.
Após o violento e histórico duelo de Ichioji, Musashi procura abrigo num templo do monte Hiei para recuperar-se física e mentalmente de seus ferimentos. Depois, segue seu caminho de samurai peregrino na rota do aperfeiçoamento filosófico e guerreiro, e também se envolve em duelo particular com a natureza, ao tentar dominá-la.
 O jovem guerreiro incorporando força e agilidade ímpares torna-se também mais humano: desenvolve profunda amizade com um manejador do bastão que por muito pouco não o derrota, além de procurar formar um discípulo à sua imagem na pessoa de um garoto que passa a acompanhá-lo durante sua missão. Para não falar da bela jovem que conquistou seu coração, amor que revela o lado sensível e frágil de Musashi, e que na verdade não logra dominar e fazer frutificar.
* * *
Eiji Yoshikawa - Musashi II (O Vento, O Céu):
Volume 2 – O Vento, O Céu: nesse volume, Musashi vai em direção ao monte Hiei procurar abrigo, para que possa recuperar sua saúde física e mental.  Após recompor-se, o samurai segue sua rota, iniciando um momento de reflexão, aperfeiçoamento filosófico e melhora de suas habilidades como guerreiro. É nessa parte da história que se conhece mais o lado afetivo de Musashi. Surgem novas amizades, como a do habilidoso manejador de bastão e a do garoto que se torna seu discípulo, e também um amor por uma bela garota, por quem se apaixona.
Este romance épico baseado diretamente na história japonesa narra um período da vida do mais famoso samurai do Japão, que viveu presumivelmente entre 1584 e 1645. O início é antológico, com Musashi recuperando os sentidos em meio a pilhas de cadáveres do lado dos vencidos na famosa batalha de Sekigahara. Perambula a seguir em meio a um Japão em crise onde samurais condenados ao desemprego e à miséria por senhores feudais derrotados semeiam a vilania ditando a lei do mais forte. Musashi será mais um dentre estes inúmeros pequenos tiranos, derrotando impiedosamente quem encontra pela frente até que um monge armado apenas de sua malícia e alguns preceitos filosóficos zen-budistas consegue capturá-lo e pô-lo rudemente à prova. Musashi consegue fugir graças a uma jovem admiradora, para ser novamente capturado, e agora fica três anos confinado numa masmorra onde uma longa penitência toda feita de leituras e reflexões o fará ver um novo sentido para a vida assim como novos usos para sua força e habilidade descomunais. Os caminhos rumo à plenitude do ser jamais são fáceis, e em seus anos de peregrinação em busca da perfeição tanto espiritual quanto guerreira enfrentará os mais diversos adversários, tendo inclusive que sair-se várias vezes de situações desesperadoras. É numa dessas situações que, totalmente acuado, usará pela primeira vez, em meio ao calor da luta e quase inconscientemente de início, a surpreendente técnica das duas espadas, o estilo Niten ichi, que o tornaria famoso pelo resto dos tempos.